
Relâmpagos caem sobre a ondulação branca do mar. Revoltam-se os céus, revolta-se o meu coração. Quando terminará a tempestade? Quando parará a batida do meu coração? Este ser insuportável, abominavelmente estranho que me habita? Onde estás serenidade?Vem e leva-me. Abraça-me nos teus braços negros e fortes, aperta-me com força contra ti, até perder os sentidos. Deixa-me fechar os olhos, voar para as nuvens, comandar as tempestades e fazer das minhas lágrimas as gotas de água que enchem o oceano... Provocar o dilúvio para trazer o renascimento. Renascer da alma, do espírito, do ser enquanto pureza, docilidade, capaz de fazer bem no mundo...
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