terça-feira, 12 de agosto de 2008

Vulto do passado


Caminhava na praia, observando as minhas pegadas. Sentindo a água fresca a acariciar-me a pele dourada. Quando a água recuava, na areia, deixava esqueletos desenhados que faziam o tempo voltar atrás.

Tempos de névoa, tempos de frieza gélida, tempos de chuva interior possessiva. Tempos também de alegria, de riso, de sol a invadir-me a alma, a iluminar-me.

Hoje, quando sinto a água gelada, sinto-a com as mãos. Refresco o meu rosto e corpo. Acordo. Vivo. Olho para o sol de frente e preparo-me para voar, tal como Ícaro, até lá. Mas serei mais simples, não perderei as asas, porque quem voa alto demais cai. Eu já caí.

Caí dentro de água suja que quase me asfixiou. A muito custo tentei manter-me à superfície. Alguém me deu a mão, salvou-me e ofereceu-me estas asas. Vou aproveitá-las e cuidá-las.

Agora caminho na praia, vejo as minhas pegadas. A água dá-me paz de espírito e renova a minha tranquilidade. Já não deixa esqueletos no areal, mas traços do futuro.

Olho para trás... que vejo eu?

Somente um vulto do passado esquecido.



sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Para ti AMIGA




Sabes o que é ser magoada.


Conheces o sofrimento.


Sabes o que é a instabilidade.


Conheces o isolamento.


Dentro de uma máscara diurna,


Esconde-se um ser frágil nocturno.


Temos mil máscaras.


Mil sorrisos


E mil significados também.


No interior de um riso resplandescente,


Pode estar a mais forte das dores.


No cair de uma lágrima,


Pode estar a extrema alegria.


Num capricho,


Pode estar um teste.


Num gesto,


Pode estar um sentimento.


Os teus olhos são os meus.


As minhas mãos são as tuas.


Guiemo-nos uma à outra.


Abramos um capítulo de vida em conjunto.


quinta-feira, 7 de agosto de 2008

What a feeling!


Tira a tua roupa.

Dá-ma.

Beija-me,

No rosto,

Nos olhos,


No pescoço,
Nas mãos.

Dá-me a tua mão.

Pousa-a no meu peito.

Sente o bater do meu coração.

Sente a minha pele,

A minha textura.

Observa.

Beija-me.

Nos lábios.

Beijo leve, fugidio...

Beija-me.

Beijo intenso, molhado.

Faz o meu coração acordar.

Encher-se de paixão.

Faz me sentir.

Quero sentir,

Com intensidade.

Deixa-me sentir-te.

Quero a tua pele contra a minha.

Quero o teu cheiro.

Quero-te.

Eu entrego-te a minha roupa.

Vamos deixar as roupas velhas.

Vestir o sentimento.

Vamos deixar-nos invadir pelo momento.

Sente-me.

Perfuma-te comigo.

Vicia-te em mim.


Felicidade


Felicidade... onde andas tu?

Tu que foges de mim constantemente?

Tu que apenas me encantas com pequenos momentos?

A felicidade é feita de instantes,

Mas eu queria-os permanentes!

Pois... e depois?

Não havia discussão,

Para valorizar o outro!

Não havia remorso,

Para se tentar ser melhor!

Não havia erros,

Para se aprender a corrigi-los!

Não havia disputa entre casais,

Para fazerem amor depois!

Não havia palavras mal ditas,

Para se poder ter a oportunidade do perdão!

Não havia fim,

Para poder haver um recomeço!

Quem tem a oportunidade do recomeço,

Deverá saber aproveitá-la.

Deverá saboreá-la como se o último dia fosse.

Quem sabe viver,

Sabe ser feliz.

A felicidade está a um pequeno passo,

De ti,

De mim,

De nós.

Abramos os olhos.

Partilhemos os nossos instantes.



quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Desconhecido


Um mistério sob forma humana,

Abriu a porta da minha curiosidade.

Simples, mas magnético.

Pouco revelador, mas atraente.

Imprime energia pelo olhar.

Olhar azul como o mar,

Olhar forte como a tempestade.

Imprime sensualidade,

Lábios de mel,

Doces e decididos.

Qual será o seu sabor?

Quem és tu meu selvagem desconhecido?

Quem és tu que com meiguice me fazes sonhar?

Quem és tu que com palavras ternas me confortas?

Quem és tu que me faz olhar para os segundos que faltam:

Para te alcançar?

Para tu fugires?

Para te perder de vista?

Para te esfumares?

Responde-me.

Game over


Sinto-te aqui comigo.

A tua presença.

O teu odor.

O teu ruído leve a andar.

O teu respirar no meu pescoço.

As tuas mãos nas minhas...

De repente acordo.

Estou sozinha.

Uma lágrima fugidia,

Teimosa,

Corre-me no rosto!

Não quero.

Quero ter amnésia.

Fazer de ti ilusão.

Construir a realidade.

Agarro as mãos de quem me ama,

Com força,
Como nunca,

E salvar-me-ei.

sábado, 2 de agosto de 2008

Enganada

Uma história de todos os dias... o Amor é fogo que arde sem se ver...Queima por dentro e consome-nos...deixa-nos em cinzas... mas há sempre o amanhã.

Aos meus amigos


Vocês são o sol dos meus dias sombrios,

Vocês são o arco-íris depois da chuvada,

A pérola escondida nas profundezas do mar,

O pôr do sol no horizonte.

O mar que enrola na areia.

Por vós fico feliz.

Por vós choro.

Por vós, faço tudo.

Peçam-me um sorriso e mostrá-lo-ei.

Peçam-me a roupa do corpo e entregá-la-ei.

Peçam-me um sacrifício e fá-lo-ei.

Sofrerei a vossa dor,

Viverei a vossa felicidade,

Partilharei gargalhadas e lágrimas convosco,

Far-vos-ei felizes com a minha felicidade.

É assim a amizade.

Um sentimento que está bem presente,

Mesmo quando estamos distantes.

Saber que se pode contar com um amigo,

Mesmo que não se fale com ele há muito.

Ajudar o amigo nas dificuldades,

Para que ele nos ajude nas nossas.

Partilhar momentos,

Quer de tristeza,

Quer de alegria.

Ir no carro,

A cantar,

A dançar,

A fazer palhaçadas.

Juntos sentimo-nos bem.

Sentimo-nos parte de uma família.

A nossa, a da Amizade.





Sono


O sono entorpece-me os sentidos,

Sinto-me livre,

Sem ter que pensar em nada.

Apenas sentindo

Tranquilidade,

Paz de espírito.

Quero dormir.

Adormecer nos meus sonhos.

Viver o amanhã.