segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Solidão


Solidão, loneliness, solitude.... tantas palavras em tantos idiomas diferentes para significar o acto de nos sentirmos sós ou a vontade de nos querermos rodear de nada.

Quando queremos solidão, o nosso pensamento vagueia por entre o nada e o vazio... Deixamo-nos acolher pelas nossas quatro paredes e tentamos fechar os olhos para esquecer ideias ou emoções com que não sabemos lidar. O telefone toca, o telemóvel dá sinal de mensagem, ouve-se a campainha de casa.... pessoas em busca do nosso contacto... nós sem vontade de contactar com o mundo, bem pelo contrário, até esquecer que existimos.

Acontece frequentemente caminhar por entre multidões, atenta aos pormenores que me rodeiam. Pessoas que olham para mim, mas não me vêem, sítios mais ou menos conhecidos que me rodeiam.... de repente, é como se a imagem parasse e eu me perdesse nos meus pensamentos, sentisse o chão a fugir debaixo dos pés, uma leve tremura nas mãos... no meio de tanta gente e eu, paralisada, alertada pelos meus medos, por flashes de imagens de momentos passados que me estremecem, sentindo-me terrivelmente sozinha...

A solidão invade a vida tal como uma mosca entra pela janela de casa quando está aberta. Podemos ter muitas pessoas à nossa volta, demonstrando carinho por nós que, muitas vezes, não se consegue evitar aquela lágrima traçoeira que foge, quando a solidão nos encontra.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Mais um dia...




De manhã abrem-se os olhos a custo, sente-se o coração a palpitar no nosso ouvido... o som ecoa na almofada, que sensação...Mais um minuto debaixo dos lençóis a tentar esquecer que se trabalha...Coloca-se o travesseiro em cima da cabeça como se se quisesse abafar o dia e permanecer no ninho quente, convidativo.... mas não! Não! Que raiva!! A responsabilidade do trabalho que nos esquarteja muitas vezes e nos transforma em ser automáticos tem o dever de ser mais forte! Mas em que consiste a nossa vida afinal? Nasce-se, vive-se o dia a dia a pensar no amanhã que nunca chega, no dia melhor que pode surgir e, quando esse dia chega, morre-se!Não se aproveita mais um dia da nossa curta vida a festejar, por causa de tais preocupações que atabalhoam o nosso pensamento num constante fluir de aflições. Há que aproveitar os momentos, criar a nossa felicidade, saborear cada instante como se fosse o último, vislumbrar os flashes de harmonia, de paz interior que nos são oferecidos e despojados rapidamente do seu valor... Sinta quem VIVE!!