quarta-feira, 30 de julho de 2008

Vida


Qual o significado da minha existência?

Qual o significado da vida?

Que faço aqui?

O que sou?

Quem sou?

Como sou?

Porque sou?

Não entendo...

O porquê de tropeçar nas pedras.

Sinto-me constantemente trôpega.

Sempre a tropeçar,

Sempre a cair.

Não tenho equilíbrio.

Estarei ébria de cegueira?

Serei assim tão mãos de manteiga

Que tudo me escorrega das mãos?

Qual é o meu significado?

Qual o meu sentido?

Nasce-se.

Vive-se.

Morre-se.

Sinto que já vivi demais.

Não quero ver mais pedras no meu caminho.

Não quero construir um castelo com elas.

Quero construir vida de nuvens.

Vida de sentidos, de amores,

De significados, de amizades,

De lutas, de aprendizagem,

De riso, de lágrimas,

De momentos, de instantes.

Quero sentir-me viva.

Quero sorrir, quando o sol me aquece.

Quero chorar, quando estiver feliz.

Quero gritar, quando for para dizer AMO-TE.

A toda a gente, em todo o lugar.

Sentir o coração a explodir.

Sentir a respiração acelerada.

Sentir as mãos levemente trémulas.

Sentir um calor na cara.

Sentir o brilho dos meus olhos.

Viver.


1 comentário:

Paços de Brandão disse...

Na filosofia antiga, o sentido da vida consistia principalmente da aquisição da felicidade. Esta era comummente considerada a característica mais elevada e mais desejada.

Para Platão, a alma imortal humana consistia de três partes: a razão, a coragem e os instintos. Apenas se essas três partes estivessem em equilíbrio e não se contradissessem mutuamente, o ser humano poderia ser feliz.

Aristóteles não julgava a felicidade como uma condição estática, mas sim um constante activo da alma. A felicidade humana perfeita só poderia ser encontrada na contemplação da vida.

O estoicismo derrubou a virtude em posição da felicidade. Só aqueles que vivem em uníssono com a ordem do cosmo, livre de emoções, desejos e paixões e seja indiferente perante o próprio destino, alcançaria o estado final de "apatia". Esta insensibilidade perante os acontecimentos da vida, a "paz estóica", significava a verdadeira felicidade.

Por outro lado, para Epícuro, o sentido da vida jaz no desejo. Condições prévias de felicidade eram a superação do medo e da dor.

Em qual destes estádios te encontras? ;)


Um Beijinho!

Jorge Oliveira